O Atestado médico para liberação de atividade físicas competitivas e amadoras é parte integrante do ato médico e um direito do paciente. Deve ser objetivo, esclarecedor quanto ao tipo de atividade física permitida e de preferência com a intensidade de treinamento físico sendo sugerida. Nos casos em que existem limitações à prática de alguma modalidade, estas deverão estar claramente mencionadas no documento. Toda e qual quer informações a respeito do quadro clínico, exame físico e exames complementares deverão estar contidos no atestado médico quando solicitados e autorizados pelo paciente.

 


Com base na medicina baseada em evidências é mais apropriada a estratificação do risco individual, considerando a condição clínica e a aptidão física, sexo, idade e condições nas quais essa prática será realizada. Para a grande maioria das situações é possível contrastar o risco de um dado indivíduo com aquele esperado para seus pares de mesma idade e assim caracterizar o risco com muito menor, similar, maior ou muito maior. Especificamente, pode ser ainda conveniente caracterizar a prática como terapêutica, recreativa ou competitiva. Em adendo, fatores ambientais, notadamente climáticos podem ser relevantes.

Quando a emissão de um atestado, este deverá caracterizar ou especificar qual quer restrição clínica, seja de natureza cardiorrespiratória ou locomotora. “Idealmente, a frase conclusiva deverá se ater ao limites do que foi efetivamente examinado ou avaliado, evitando sentenças genéricas e pico fundamentadas tais como “apto para a prática de esportes”, sendo provavelmente mais adequado algo como “não foram encontradas contra-indicações clínicas formais para a prática de exercício físico recreativo ou competitivo” .